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Viajar de avião com bebê: dicas e relato de experiência

Janeiro de 2020

Viajar de avião com bebê é um assunto que gera muitas dúvidas e também um certo receio.

Ano passado eu vivi isso e tive que pesquisar muito sobre o assunto para enfrentar com mais tranquilidade a primeira viagem com o meu bebezinho fora da barriga.

Especialmente porque foram 23 dias em um circuito internacional por conta própria, ou seja, sem apoio de agências e guias turísticos.

Nós sempre escolhemos viajar por conta, mas recentemente soubemos que muitas agências preferem não aceitar crianças pequenas em circuitos, logo, viajar por conta atualmente não tem sido apenas fruto da nossa escolha…rsrs

De qualquer forma, é muito bom saber que com agência ou sem agência você não precisa deixar de viajar com seu bebê.

Aliás, no post sobre planejar um roteiro de viagens por conta, listamos tudo que é mais importante saber caso você queira viajar dessa forma.

 Na nossa primeira experiência com o Lipe, colocamos em prática as dicas que extraímos da nossa pesquisa e, sem dúvida, elas não só valeram a pena como tornaram essa viagem muito especial para a nossa família.

Assim sendo, escrevi esse post para compartilhar não só o que deu certo, como também o que é essencial saber.

Além disso, como a minha pesquisa foi super completa e algumas informações eu verifiquei com a pediatra do meu filho, aqui você vai encontrar tudo que é verdadeiramente mais importante.

Ah! No final desse texto, você encontra de presente um infográfico com um checklist dos principais itens a fim de facilitar o seu planejamento.

Vamos lá?

Então, siga os links pra ler cada tópico na ordem em que desejar ou role a página. Você que manda. 😉

viajar de avião com bebê
Foto: Unsplash

Antes de comprar as passagens

Documentação

Para viajar de avião com bebê, antes de tudo, é preciso ter toda a documentação em ordem:

passaporte (com validade não inferior a 6 meses) ou documento de identificação;

cópia de segurança de todos os documentos, tanto digital como impressa;

visto.

Saúde e prevenção

Antes de mais nada, é importante solicitar ao pediatra que avalie a saúde do bebê a fim de saber se ele está apto ou não para a viagem.

Isso inclui checar se as vacinas estão em dia, bem como, se o destino exige alguma vacina extra, visto que alguns países barram a entrada de pessoas que não cumprem esse requisito.

Por mais que o bebê esteja super saudável, ainda assim vale a prevenção. Então, peça ao médico uma listinha de medicamentos pra febre, náuseas, problemas gastrointestinais etc.  com a finalidade de comprar e levar na mala de mão.

Ah! Na hora de passar pelo raio X no aeroporto, pode acontecer de pedirem pra ver a receita médica e examinar os medicamentos. Comigo não aconteceu, mas é melhor não só levar a receita como deixar tudo acessível.

Outra razão para comprar e levar todos os medicamentos receitados, mesmo que o bebê não precise toma-los, é que no exterior algumas farmácias não vendem certos tipos de remédio.

Desse modo, se o bebê precisar ser medicado os pais terão que procurar um médico e, como resultado, não apenas pagar pela consulta como também, possivelmente, pagar mais caro pelo mesmo produto.

Semelhantemente, é necessário levar a carteirinha de vacinação da criança, pois em caso de atendimento médico será útil ao profissional saber sobre o quadro de vacinação da criança.

Ainda sobre o tema saúde, em caso de voo internacional será preciso providenciar o seguro viagem.

E caso você queira economizar pra valer, veja as dicas que listamos aqui, no nosso e-book.

Resumindo...

Então, resumindo, sobre saúde e prevenção, antes de viajar de avião com bebê, providenciar:

vacinas e carteirinha de vacinação;

liberação do pediatra;

remédios (principalmente se viajar ao exterior e acompanhados de receita pediátrica);

– seguro viagem.

Sobre o destino

Antes de decidir o destino e comprar as passagens, é preciso saber como será a culinária local.

Afinal, se os sabores mudarem muito do que o bebê está acostumado, ele pode estranhar a comida e isso exigirá um plano B para garantir que ele se alimente bem durante toda a estadia.

A depender do local, simplesmente é menos estressante escolher outro destino, não é mesmo? rsrs

No entanto, caso você ache que vale a pena insistir, pesquise previamente restaurantes e supermercados que ofereçam opções mais amigáveis ao paladar do pequeno.

Comprando as passagens aéreas

Quando a criança tem até dois anos é possível que a companhia aérea não cobre pela passagem aérea.

Todavia, ao viajar de avião com bebê, caso haja alguma cobrança, ela não ultrapassará 10% do preço da passagem.

Em ambos os casos, a criança deve ir no colo dos responsáveis ou de um acompanhante maior de 12 anos (nesse caso, ambos devem estar viajando juntos com uma pessoa maior de 18 anos).

De acordo com as normativas, só é permitida uma criança de colo por passageiro adulto pagante.

viajar de avião com bebê
Foto: Unsplash

Horário do voo

A maioria dos pais relata que ao viajar de avião com bebê é melhor viajar à noite porque o baby dorme e isso evita o tédio que pode levar ao choro e à birra. Eu concordo.

Meus dois voos foram noturnos e isso contribuiu bastante para a nossa tranquilidade.

Por outro lado, infelizmente, tentar dormir com o bebê no colo não é tão fácil.

Então, não tem jeito, o horário do voo é uma escolha que apresenta vantagens e desvantagens

Planejando os detalhes da viagem

Hospedagem

Ao escolher sua hospedagem lembre-se de confirmar se ela aceita crianças.

Antes do primeiro filho, dificilmente percebemos que existem essas restrições, mas hotéis que proíbem crianças são mais comuns do que imaginamos.

Além disso, a depender da idade da criança, durante a reserva do quarto já é possível solicitar um berço.

Entretanto, é bom saber que a criança pode estranhar o berço do hotel e alguns hotéis cobram pelo seu uso. Dessa forma, antes de reservar o berço, se informe sobre taxas extras e caso perceba que a criança não quer dormir ali de jeito nenhum, solicite o quanto antes a sua retirada do quarto a fim de não acabar pagando por um objeto que não será utilizado.

Palavras mais usadas sobre o universo infantil no idioma local

Se for viajar para o exterior, é bom saber como se chama cadeirinha ou berço, por exemplo, no idioma local.

Afinal, você pode precisar pedir uma cadeirinha em um restaurante ou ainda solicitar o berço que foi reservado junto ao hotel.

Com toda a certeza, levar um aplicativo como o Google tradutor instalado no celular também pode ajudar muito na hora de se comunicar.

Ah! Caso você só fale português, temos um post com dicas especiais para evitar perrengues no destino e superar de vez a barreira da língua.

Direito a atendimento prioritário

Lembre-se de pesquisar sobre a cultura e as normativas locais, pois alguns lugares em certos destinos não dispõem de filas preferenciais e também não são obrigados a isso.

Nesse caso, não há como reclamar da fila mesmo que o bebê esteja demandando rapidez no atendimento.

Da mesma forma, no aeroporto, ao viajar de avião com bebê, você vai encontrar companhias aéreas que se preocupam com isso mesmo quando não são obrigadas e outras que só priorizam o atendimento quando são obrigadas.

Geralmente, a maioria faz somente o que é obrigada pela determinação local, então, é bom saber que de acordo com o destino, elas podem organizar ou não as filas preferenciais.

Só para ilustrar, quando estava grávida eu viajei aos EUA e na ocasião a companhia aérea não permitiu que se formasse uma fila prioritária. No entanto, como a maioria dos passageiros defendeu a importância desse atendimento, o acesso prioritário foi realizado.

Em outras palavras, você vai encontrar de tudo…

No Brasil, a Anac determina que crianças de até 12 anos, de colo ou não, devem ser considerados passageiros com preferência no embarque, no check-in e nos assentos diferenciados, como aqueles com mais espaço na primeira fileira.

A dica aqui é avisar a companhia aérea com até 48h de antecedência para não ter dores de cabeça no check-in.

Atrações no destino

Ao planejar os passeios, averiguar se as atrações são adequadas para crianças, visto que a idade pode ser um impeditivo em parques de diversão, museus ou shows, só para ilustrar com alguns exemplos.

Se optar pela utilização do carrinho durante os passeios, é recomendado observar se os locais que serão visitados são transitáveis.

Especialmente na Europa, alguns lugares históricos não tem acessibilidade, portanto, o carrinho precisa ser deixado logo na entrada.

Para que se possa curtir melhor os passeios, uma dica é agenda-los para o horário em que o bebê costuma dormir.

É muito melhor poder dedicar atenção àqueles itens raros do museu mais aguardado do roteiro quando a criança não está tentando escapar do carrinho, do seu colo ou mesmo chorando e gritando.

Em um museu que visitamos com o Lipe acordado, só para citar um exemplo de perrengue, quase fomos expulsos porque em um segundo de distração nosso bebê quase empurrou o carrinho contra um artefato raríssimo que estava exposto bem no caminho. Dá pra imaginar o sufoco…

Sobre a hora das trocas de fralda, vale optar pelos locais que oferecem trocador no banheiro, pois isso facilita muito a nossa vida.

Então, em suma, se surgir um banheiro com trocador, aproveite a oportunidade para trocar a fralda ali e desfrutar desse conforto.

viajar de avião com bebê
Foto: Unsplash

Fazendo as malas

Em princípio, ao viajar de avião com bebê, separar para levar na mala de mão pelo menos 2 trocas de roupa para o trajeto, tanto para os pais como para o bebê.

Afinal, pode acontecer de o bebê vomitar ou outros tipos de acidentes envolvendo alimentação, fralda etc. em que todos acabem se sujando. Dessa forma, é melhor prevenir e garantir o conforto, não é mesmo?

Em seguida, organizar de forma prática e acessível itens como fraldas e o que for necessário para a troca e a alimentação do bebê durante o trajeto até o destino. Na hora da pressa pra atender o baby, ninguém merece ter que ficar procurando essas coisas.

No meu caso, ainda houve outros objetos que foram indispensáveis: um brinquedinho que o Lipe gostava, naninha e um cobertor para o friozinho do avião.

Esses itens certamente agregaram tranquilidade ao nosso voo, já que ele pôde ficar mais calminho e adormecer com mais rapidez em virtude da familiaridade e consequente sensação de segurança.

Igualmente, eu gostei muito de ter levado um pijaminha para ele dormir com mais conforto. Afinal, as roupinhas que usamos pra sair não conseguem ser tão apropriadas para a hora do soninho quanto o bom e velho pijaminha.

Viajar de avião com bebê

Organizando a bolsinha de alimentos

Primeiramente, é preciso calcular quantas horas o bebê ficará fora de casa antes de chegar ao destino final e quais refeições ele precisará fazer.

Em seguida, analisar o que ele já come, se terá onde comprar ou se será preciso levar.

De qualquer forma, pra viajar de avião com bebê, eu aconselho sempre a levar um lanchinho extra (pode ser fruta, snacks, papinha pronta, leite em pó, o que preferir) porque existem momentos em que não é possível conseguir comida ou ainda a comida que é oferecida, durante o voo, por exemplo, pode não agradar ao paladar do seu bebê.

Quando falo sobre a comida que é oferecida durante o voo me refiro à alimentação especial para bebês.

No ato da compra das passagens, nós solicitamos a inclusão dessa suplementação e fomos atendidos. No entanto, de acordo com a Anac, não existe nenhuma regulamentação para isso, portanto, as companhias podem ou não oferecer comida especial para crianças.

Para verificar se o serviço está disponível, basta entrar em contato com a empresa até 48h antes do voo.

Dessa forma, fizemos a solicitação, porém, não especificaram o que seria servido, então, só pudemos descobrir em pleno voo.

Para a nossa surpresa, serviram uma fruta e papinha industrializada. Como o Lipe não gostava dessas papinhas, fiquei muito aliviada por ter levado na bolsinha térmica uma alimentação que poderia substituir aquela oferecida no avião. Assim, ficamos todos contentes.

Ah! Vale observar que a Anac orienta a levar somente as quantidades que serão utilizadas durante o voo e os alimentos devem ser apresentados para inspeção no raio X da mala de mão.

Viajando

Bercinho no avião

Especialmente em voos longos é muito bom saber que poderá contar com o auxílio do bercinho.

Nesse sentido, vale verificar se a sua companhia aérea disponibiliza o berço automaticamente ou se você precisa solicita-lo.

Quando embarcamos com o Lipe nos colocaram no primeiro assento, então, tivemos mais espaço para nos acomodar e também um bercinho que comportava até 11kg.

Acabamos não usando o berço porque o Lipe não quis, mas um casal ao lado fez bom proveito com sua bebezinha menor.

Então, na dúvida, ao viajar de avião com bebê, se informe sobre o berço. Afinal, caso ele não o use durante o voo, é só pedir para o removerem, sem problemas.

Carrinho de bebê

Ao viajar de avião com bebê, você tem direito a levar um carrinho (observe as especificações dos modelos permitidos e demais orientações no site da sua companhia aérea).

Pudemos usar o nosso carrinho até a porta do avião. Chegando ali ele foi despachado para o compartimento de bagagens e, assim que chegamos ao nosso destino, o retiramos no mesmo lugar.

Ah! Não se preocupe com o risco de extravio porque, assim como acontece com as malas, ele recebe uma etiqueta de identificação e você fica com um comprovante.

Durante o voo

Ao viajar de avião com bebê, para que a decolagem e o pouso não se tornem um problema em virtude do desconforto causado pela pressão nos ouvidos, lembre-se que a sucção alivia esse incômodo.

Dessa maneira, ofereça o peito, mamadeira ou uma chupeta à criança.

Viajando de avião com bebê: conclusão

De acordo com a nossa experiência, viajar de avião com bebê de 1 ano e 2 meses foi melhor do que prevíamos.

A experiência foi tão maravilhosa por estarmos com a família completa que já estamos planejando a nossa próxima aventura.

Assim sendo, vamos aplicar novamente as dicas desse post para viajar com tranquilidade. 

Espero que tenham sido muito úteis pra você também. 🙂

Aliás, e você? Já viajou com bebês? Está planejando a primeira viagem com crianças pequenas? Alguma dica desse post foi novidade pra você? Enfim, conte tudo pra gente nos comentários.

E, conforme prometido, aí está o infográfico resumindo um checklist para a sua viagem de avião com bebês. Bom proveito!

viajar de avião com bebê

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* Temos orgulho de só publicar artigos baseados em viagens que a autora realmente fez, então, se ler algo por aqui, pode confiar.

** Este artigo não recebeu nenhuma espécie de patrocínio e reflete as opiniões pessoais da autora.

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